Dau Queiroz

Eu sou Dau. Dau Queiroz.

Esse é o nome que minha família, eu inclusive, e meus amigos usamos pra nos referirmos a mim. Não sei por qual razão torta minha mãe cismou de me chamar Ednalva. Penso que ela achou lindo. Enfim...

Já vivi por um bom tempo. Desde o sertão, a caatinga onde nasci e onde me fiz sertaneja, à Chapada Diamantina, onde passei uns tempos, até a Cidade da Bahia, onde ainda estou, vivi aventuras, dificuldades, tive tempos felizes, outros nem tanto, mas tudo sempre dentro dos conformes. Nada demais.

Para dizer quem se é, não basta dizer o nome, onde nasceu, e quando. Por isso, destaco algumas das muitas coisas que gosto de fazer. Escrever é uma delas. Outra, é sonhar e correr atrás dos sonhos o que, pra mim, significa que o tempo não se conta em anos vividos, mas em experiências acumuladas e realizações conquistadas. Nesse aspecto, sou velha. Muito velha. Velhíssima.

Gosto de ser sertaneja. Acho que a paisagem e a história do sertão conseguiram produzir um povo que sabe o momento de se curvar para se erguer novamente. Somos resilientes. Somos duros, mas aprendemos com a caatinga que o verde sempre vem. Mesmo que se demore, mais que o desejado. Somos sobreviventes natos.

Das coisas que fiz na vida, o que mais gostei foi trabalhar com pessoas. Gosto de transmitir o que aprendi. Gosto mais ainda de trocar ideias com toda e qualquer pessoa que se disponha a falar e a ouvir. Acho que é uma forma de crescimento mútuo.

 

Gosto mais ainda de ser mãe, mesmo que minha maternidade não seja a esperada pela maioria e que esteja sempre fora da curva das expectativas de quem faz do ser mãe um mito inalcançável.

 

Já aprendi muito nesses últimos 72 anos, mas ainda estou no começo. O mundo é vasto, e “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”, como disse Shakespeare.  Até agora, sei apenas que nada sei, como diria Sócrates. Já estudei história, já estudei cultura, já estudei psicologia e, quem sabe o que aprenderei nos próximos anos?

 

 

Das realizações acadêmicas, fiz algumas coisas bem satisfatórias, que facilitaram meu caminho profissional. Sou graduada em História pela UFBA e em Psicologia pela UNEB. Especialista em Administração Pública e Planejamento pela UCSAL.

 

Profissionalmente, do que mais gostei foi o trabalho com comunidades quando coordenei as ações educativas do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. Hoje sou psicóloga clinica. E escrevo.

 

Sertaneja de nascimento e vocação, humanista, feminista e socialista, minha área predominante de interesse são os estudos de cultura, representação social e psicologia das populações sertanejas e comunidades tradicionais.

 

Essa sou eu.

 

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