Albino Baptista

O autor é um sonhador e um otimista. por isso, pouco acredita nos dogmas que, desde tenra idade, teimaram – várias gentes – incutir-lhe, nos terrestres viciados e viciosos que and(ar)am à sua volta, quais borboletas bochechudas que cospem o fel feito doce cremoso, nas falsas promessas, autênticas diatribes, que tantas e tantos, carnavalescamente erguem como fogo-fátuo irizado, em busca da fantasia, fanaticamente suspensa das trevas cinzentas.

quarenta e cinco anos depois, confessa-se ludibriado por tantas e tantos que ergueram a taça da bondade, impostura e postiça vergonha piedosa da virtude de um apelo, de uma ajuda, acompanhados por amplexos traiçoeiros, ao jeito do estertor da falsa modéstia e da reserva mental perversa dos travestidos mentores literários e pseudovanguardistas da arte, política e literatura.

tanto isto é assim que não voltará a pincelar mais nenhum quadro para seu gaudio, antes que as e os vermes atrás citados queiram para si o regozijo. a todos eles, uma palavra: nojo.

às exceções, outra: obrigado!

o resto de mim consta de todos os volumes, às parcelas.

aliem – nas e terão o todo. quem for obtuso, mentecapto, romântico ou pardacento, consegue isso através da dura esquizofrenia. bem hajam.

o autor nasceu no ano em que morreu Anne Frank, quando tinha 15 anos, mas não sabe a idade nem lhe interessa.

Não sabe nada de nada, porque não se acredita na ciência.

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